Portugal pediu à Comissão Europeia que comparticipe os prejuízos de três milhões de euros sofridos pelos avicultores devido à descida do consumo e dos preços da carne de aves e derivados provocados pela gripe das aves.
O pedido de Lisboa entrou nos serviços comunitários a 24 de Maio e está a ser analisado pela Direcção-Geral de Agricultura da Comissão Europeia e poderá ser alvo de parecer do Comité de Gestão Agrícola, constituído por especialistas dos 25, na reunião de 21 e 22 de Junho.
Portugal pretende que Bruxelas comparticipe as medidas de mercado tomadas para fazer frente aos prejuízos e que incluem a eliminação dos ovos de incubação e dos pintos vivos, a redução do efectivo produtor e o aumento dos produtos congelados, disse à agência Lusa fonte do Ministério da Agricultura e Pescas.
Lisboa quer ainda que Bruxelas ajude a compensar o aumento do vazio sanitário, ou seja, o alargamento do período durante o qual as capoeiras ou aviários se encontram vazios para limpeza e desinfecção e não existe por isso produção.
O pedido português surge na sequência da aprovação, pelos ministros da Agricultura da UE a 25 de Abril, do co-financiamento comunitário até 50 por cento de medidas de mercado em favor dos produtores de carne de aves e ovos que viram descer as suas vendas nos últimos meses devido ao vírus H5N1, ajuda que terá de ser solicitada pelos Estados-membros a Bruxelas.
Segundo os últimos dados da Comissão Europeia, correspondentes a 07 de Abril, o consumo de carne de aves e derivados reduziu 15 por cento em Portugal e os preços, na semana de 14 de Maio, tinham descido na ordem dos 17 por cento.
O excedente de produção avícola em Portugal ascende às quatro mil toneladas num total de mais de 300 mil toneladas na UE, de acordo com os mesmos dados.
Tal como Portugal, outros 11 Estados-membros pediram a ajuda comunitária para o sector avícola: República Checa, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Irlanda, Chipre, Letónia, Hungria, Polónia e Suécia.
As organizações agrícolas portuguesas reclamam, desde há vários meses, ajudas excepcionais para enfrentarem a baixa de rendimentos dos produtores provocada pela queda do consumo de aves e ovos devido ao receio dos consumidores face à gripe das aves.
A incidência da doença em aves selvagens na UE tem vindo a registar um “declínio positivo” nas últimas semanas, embora a ameaça vá persistir durante muitos meses, segundo dados da Comissão Europeia divulgados a 31 de Maio.
Até agora, foram detectados casos de H5N1 na UE em aves selvagens na Grécia, Itália, Eslovénia, Hungria, Áustria, Alemanha, França, Eslováquia, Suécia, Polónia, Dinamarca, República Checa e Reino Unido e em aves domésticas na França, Alemanha e Suécia.
Fonte: Agroportal
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