O Governo vai criar, até “ao final do ano”, uma central de atendimento telefónico para esclarecer as dúvidas dos portugueses sobre uma eventual pandemia da gripe das aves, anunciou ontem o director-geral da Saúde.
Francisco George, que falava em Ponta Delgada no início de uma reunião intitulada “Cenário sobre a gripe pandémica – Transformar ameaças em oportunidades através da inovação”, adiantou que os portugueses devem estar informados sobre o que poderá acontecer.
“Temos de tornar a comunicação muito fácil, com uma linguagem acessível, socialmente aceite e muito célere”, afirmou Francisco George, lembrando porém que “a pandemia ainda não existe e poderá estar longe de acontecer”.
O director-geral de Saúde, que sublinhou a necessidade de Portugal se preparar convenientemente para uma eventual pandemia, precisou aos jornalistas que, além do vector da comunicação, o Plano Nacional de Contingência está estruturado em mais três eixos.
“Afinar os sistemas de informação, adoptar mecanismos de controlo e prevenção que permitam identificar os primeiros casos e proceder a avaliações internas e externas permanentes do trabalho realizado” são outros aspectos do Plano Nacional de Contingência, elaborados pela Direcção-Geral de Saúde.
O secretário regional dos Assuntos Sociais dos Açores, por seu lado, apelou à calma da população, referindo que o Governo açoriano tem acompanhado esta problemática em parceria com o Governo da República.
“É preciso passar uma mensagem de esperança e cautela, pois o vírus ainda não foi identificado”, afirmou Domingos Cunha, acrescentando que as unidades de saúde da região “estão preparadas” para uma eventual pandemia.
O governante anunciou ainda que a Direcção Regional da Saúde constituiu um núcleo operacional com vista à criação de um Plano de Contingência Regional, que terá como missão adaptar o plano nacional às especificidades das ilhas.
A reunião tem como objectivo “uma tomada de consciência” para um planeamento “estruturado” com vista a retardar uma eventual pandemia.
Esta iniciativa do Governo açoriano, que conta com a presença de diversos sectores regionais, prossegue terça-feira na ilha de São Miguel, terminando na quarta-feira na Terceira.
Até ao momento as autoridades veterinárias açorianas já enviaram para o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária um total de 28 aves encontradas mortas, tendo os resultados das análises sido negativos.
Fonte: Lusa
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