O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, admitiu hoje que um plano nacional de contingência para a gripe das aves foi feito “de uma forma confidencial”, de modo a evitar o alarmismo.
“Fizemos isso de uma forma confidencial até para o próprio sistema de alerta funcionar. Se tivéssemos anunciado na comunicação social o que íamos fazer, podíamos ter dado uma ideia falsa da capacidade de reacção a nível municipal e de toda a cadeia de comando da parte médico-veterinária”, afirmou Jaime Silva, em entrevista à agência Lusa.
O ministro afirmou que “o resultado funcionou, mas o ponto fraco é sempre não saber qual é o inventário” das aves, a partir do momento em que se detecta um foco de doença.
Relativamente às indemnizações a pagar aos proprietários de animais infectados, Jaime Silva explicou que “são indemnizados todos os animais que são abatidos por medidas veterinárias” e de prevenção, à semelhança do que aconteceu num aviário em Setúbal, onde as aves foram abatidas, não por suspeita de contraírem o vírus H5N1, mas o vírus “Newcastle”.
“Confirmou-se que não era o vírus H5N1, ficámos tranquilos e encontrámos o “Newcastle”, um problema exclusivamente sanitário, uma doença importante” e que deve ser combatida de imediato, referiu o ministro.
Quanto à vacinação, Jaime Silva considerou que “é o último dos instrumentos, na medida em que a vacinação, comprovadamente, resolve o problema da ave vacinada para que fique mais resistente, mas não impede a propagação e pode até camuflar as pistas para saber a origem do foco”.
A importância de saber a origem do foco é importante, pois “é o único instrumento” que permite actuar num raio de três quilómetros e numa rede de segurança num raio de 10 quilómetros, disse.
“Camuflar uma pista através de uma vacinação por motivos fundamentalmente económicos, não é o melhor instrumento”, concluiu o titular da Agricultura.
Fonte: Lusa
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