As autoridades municipais de Pequim ordenaram o encerramento dos mercados de pássaros e aves de capoeira nas áreas urbanas do município, num esforço para controlar a propagação do vírus H5N1, que causa a gripe das aves, informaram hoje responsáveis municipais.
“Desde que foi dada a ordem de encerramento, terminou já a venda de galinhas, patos, gansos e pássaros de gaiola em 168 mercados da cidade”, disse numa conferência de imprensa Liu Yaqing, subdirectora-geral do Departamento Agrícola do Município de Pequim.
Os tradicionais mercados de pássaros de companhia, populares entre turistas e residentes locais, também já encerraram, segundo Liu.
“As aves migratórias e os pássaros selvagens são a maior via de propagação do H5N1, por isso é imperativo prevenir o contacto entre estes e as aves de capoeira”, disse Niu Youcheng, vice-presidente da câmara de Pequim.
Segundo o mesmo responsável, em Pequim existem 20,26 milhões de aves de capoeira, 97,82 por cento das quais foram já imunizadas.
Liu disse também que até agora o município efectuou testes em 2.500 pessoas, incluindo criadores de aves e talhantes, e que até hoje nenhum deles acusou positivo.
“Torna-se muito difícil isolar e impedir os contactos entre as aves de capoeira e as aves selvagens, por isso enfrentamos grandes desafios”, reconheceu Liu.
Depois de terem negado durante duas semanas a existência de vítimas humanas, as autoridades admitiram no domingo estar a investigar se uma menina de 12 anos que morreu no passado mês na província de Hunan (centro do país) foi vítima do H5N1.
Pequim disse no início que a menina tinha morrido devido a uma pneumonia, mas pediu no domingo à Organização Mundial de Saúde que investigue se a causa da morte foi a gripe das aves.
A China mobilizou este fim-de-semana o seu exército para proceder a um abate maciço de aves de capoeira, decretado após o anúncio de um quarto foco de gripe das aves em apenas duas semanas na região de Heishan da província de Liaoning (nordeste), o quarto a ser detectado em apenas duas semanas, após os da Mongólia Interior (norte), o de Anhui (leste) e de Hunan (sul).
Fonte: Lusa
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