A Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres realizou um estudo sobre os planos contra a gripe das aves dos 25 estados-membros da União Europeia e concluiu que é necessário que os países promovam uma maior inter-colaboração no planeamento.
Apesar das preparações europeia para um eventual surto de gripe das aves terem conseguido uma boa classificação, os cientistas não deixaram de apontar importantes lacunas. A manutenção de serviços essenciais e a forma como os medicamentos seriam distribuídos são dois aspectos que precisam de melhor planeamento.
Além disso, as pessoas que trabalham directamente com animais deveriam ser sujeitas a uma maior vigilância. «A vigilância de animais e a vigilância de pessoas que com eles trabalham deveriam estar alinhadas, com cooperação efectiva e coordenação entre sistemas», leu a BBC no relatório dos cientistas.
O estudou determinou, ainda, que não existem procedimentos padrão conjuntos para lidar com a gripe das aves para as autoridades de saúde e veterinárias. Todos os países analisados previam cenários em que a doença chega ao país de fora, raramente admitindo a possibilidade de colaboração com outros países, incluindo vizinhos directos.
«Apesar da maior parte dos países ter uma estratégia de imunização para uma vacina do H5N1 pandémico, a dura realidade é que os planos foram desenhados sem uma vacina disponível comercialmente», cita ainda a BBC. Acresce que os medicamentos anti-virais podem não ser a solução para evitar a transmissão da gripe das aves entre humanos.
Fonte: BBC e Confragi
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