O ministro da Saúde quer portugueses “alerta” sem “alarme” para o “provável” aparecimento de animais infectados com a gripe das aves, iniciando “imediatamente” uma campanha de informação sobre cuidados a ter junto dos jovens.
“Temos de estar alerta mas não podemos estar alarmados”, disse António Correia de Campos, hoje em Viena, no final de uma reunião dos ministros da Saúde europeus.
O responsável português sublinhou a necessidade de se passar uma mensagem de “tranquilidade e seriedade” à opinião pública cada vez mais inquieta com a possível transmissão do H5N1 aos humanos.
Casos de contágio do vírus foram detectados na Ásia e na Turquia em áreas onde crianças e adultos dormiam em companhia de animais infectados, uma situação difícil de se repetir na Europa.
“O conselho é que toda a gente pode e deve comer aves desde que as cozinhem”, disse o ministro, acrescentando que mesmo que um animal estivesse infectado, o vírus não resistiria à cozedura.
Na Europa ainda não foi detectado qualquer caso de ave doméstica infectada e muito menos humanos.
Os ministros da Saúde decidiram coordenar o trabalho desenvolvido a nível nacional e iniciar campanhas de informação, principalmente voltadas para “grupos de risco”.
O ministro português assegura que irá “imediatamente abrir os contactos” com o ministério da Educação para utilizar toda a rede do sistema escolar para transmitir “mensagens simples” às crianças: “No caso de encontrarem aves mortas para não lhe tocar, lavar as mãos imediatamente, evitar que as crianças contactem com aves”, disse.
Portugal irá assistir à passagem de um fluxo migratório de aves, na Primavera, sendo “muito provável que haja contaminação”.
“É um facto natural e temos de estar preparados para ele, não é escondendo a verdade que se resolvem os problemas”, disse Correia de Campos.
A presidência austríaca da UE convocou para a reunião de Viena os ministros da Saúde dos 25 Estados membros e dos países em adesão (Roménia e Bulgária), candidatos (Turquia e Croácia) e também especialistas da Comissão Europeia, da Organização Mundial de Saúde, FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) e Organização Internacional das Epizootias.
O H5N1 foi detectado em aves selvagens em sete Estados membros da UE (França, Grécia, Itália, Hungria, Eslovénia, Áustria e Alemanha) e em vários países europeus como a Bulgária e a Croácia.
Fonte: Lusa
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