A associação que representa os industriais da carne de aves mostrou-se hoje satisfeita com o levantamento provisório da proibição de venda de aves em feiras afirmando que prova a ausência de risco de epidemia e tranquiliza os consumidores.
“É importante para confirmar que não há risco (da doença da gripe das aves) e é uma medida para tranquilizar os consumidores porque até agora nada existiu, mas os prejuízos foram reais”, disse hoje à agência Lusa Manuel Lima, director geral da Associação Nacional de Centros de Abate de Carne de Aves (Ancave).
“Noventa e oito por cento da carne de aves provém de aviários licenciados e cujo abate em matadouros é depois aprovada para consumo, as aves vendidas em feiras representam apenas dois por cento”, explicou Manuel Lima.
O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, anunciou hoje o levantamento provisório da proibição de venda de aves em feiras devido à redução dos riscos de propagação da gripe aviária.
“Este levantamento da proibição justifica-se porque a evolução dos casos de gripe aviária na Europa se reduziram substancialmente e porque estamos num período em que já não há fluxos de aves migratórias”, afirmou.
Para o representante dos industriais, o levantamento resulta de “uma avaliação no terreno que confirmou que não há motivos para se manter a proibição”.
Suspensos desde Outubro passado devido aos receios de propagação da gripe das aves, a venda de aves em mercados e feiras e os espectáculos, exposições e eventos culturais poderão, segundo o ministro, vir a ser novamente proibidos no Outono caso tal se justifique.
“A reabertura [das feiras e mercados] será, naturalmente, temporária, porque acompanharemos evolução periódica dos dados estatísticos e o novo fluxo de aves migratórios do próximo Outono”, afirmou.
“Se acharmos que as condições de risco voltam a aumentar depois do Verão a proibição poderá ser retomada”, acrescentou, salientando tratar-se de “uma decisão do foro veterinário [tomada pela Direcção Geral de Veterinária] e não uma decisão política”.
Jaime Silva assegurou, contudo, que não haverá nenhuma flexibilização na vigilância e acompanhamento da gripe aviária, mantendo-se o nível das medidas de biosegurança adoptadas já no ano passado e o número de análises a fazer periodicamente.
“Há apenas uma flexibilização para o comércio das aves na medida em que as condições de risco se reduziram substancialmente”, esclareceu.
Fonte: Agroportal
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