As autoridades italianas identificaram o vírus H5N1 da gripe das aves, mas numa versão pouco patogénica, num pato capturado na região de Pádua, anunciou hoje fonte oficial.
“No quadro do plano de vigilância das aves migratórias implementado pelo Ministério da Saúde, o Centro de Referência Nacional da gripe das aves de Pádua identificou uma amostra, recolhida num pato bravo, que deu resultado positivo ao vírus H5N1”, diz um comunicado do Ministério da Saúde.
“As análises mostraram claramente que se trata de um vírus debilmente patogénico, sem qualquer ligação com o vírus identificado na Ásia, mas pelo contrário semelhante do ponto de vista genético aos normalmente presentes nas aves selvagens aquáticas europeias, e portanto sem consequência para a saúde pública”, precisa.
“Geralmente, cerca de 3 por cento das aves migratórias que migram ou vêm hibernar nas zonas húmidas de Itália são portadoras de vírus com base patogénica do subtipo H5”, sublinharam peritos do centro citados pela agência noticiosa italiana Ansa.
“Esse vírus debilmente patogénico nada tem a ver com os que circulam no Extremo Oriente. Há diferenças de genoma muito importantes que fazem com que o vírus divirja profundamente da estirpe perigosa para o homem”, explicou Donato Greco, director do Centro para o Controlo das Doenças do Ministério da Saúde.
Fonte: Lusa
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal