Dois egípcios, originários de uma aldeia do delta do Nilo, foram hospitalizados depois de terem tido resultados positivos no teste do vírus mais patogénico da gripe das aves (H5N1), indicou o ministério da Saúde do país.
As vítimas, cuja identidade e estado de saúde não foram revelados, contraíram a doença devido à presença de patos infectados na sua exploração de aves, indicou o ministério, citado pela agência oficial Mena.
A mesma fonte acrescentou que as aves domésticas dos arredores foram abatidas e que a zona foi totalmente desinfectada.
Com os dois novos casos, ascende a 17 o número de casos humanos onde foi detectado o vírus H5N1 no Egipto, dos quais sete foram mortais.
O Egipto, o Estado árabe mais povoado, é o terceiro país mais atingido pelo vírus H5N1, depois da Indonésia e da China, segundo um responsável das Nações Unidas para a luta contra a doença.
O vírus H5N1 foi identificado pela primeira vez em aves no Egipto, local de passagem de espécies migratórias, em Fevereiro, e o primeiro caso humano anunciado a 18 de Março.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, pelo menos 154 pessoas foram mortas pelo vírus H5N1 em todo o mundo desde 2003, sobretudo na Ásia.
Os especialistas continuam a temer uma mutação do vírus que o tornaria contagioso entre humanos, pelo risco de provocar uma pandemia mundial.
Fonte: Diário Digital
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