O distrito do Porto já criou uma célula de crise para dar resposta a qualquer sinal que possa surgir no âmbito da gripe das aves, anunciou sábado a governadora civil, Isabel Oneto.
A governadora civil do Porto afirmou que a célula, que foi instituída esta semana, articula o Centro Distrital de Operações e Socorro, a direcção geral de Agricultura, os serviços de veterinária, as forças de segurança e a Autoridade de Saúde Regional.
Isabel Oneto, que falava esta tarde na sessão de abertura da 3ª Conferência sobre Protecção Civil, organizada pela Universidade Lusófona do Porto, disse que, com esta célula de crise, é possível prontamente “dar resposta a qualquer sinal que possa surgir no âmbito da gripe das aves”.
“Os serviços de veterinária conseguem georeferenciar qualquer evento através de um sistema de informação geográfica que permite, em poucos minutos, comunicar a todos os agentes envolvidos a área de risco a delimitar”, disse.
A governadora civil acrescentou que será possível dar todas as coordenadas às forças envolvidas, de modo a que, por exemplo, a GNR saiba qual a estrada que tem que cortar e em que quilómetros e/ou a PSP saiba quais as suas funções perante a situação.
Isabel Oneto anunciou também que “dentro de dias” estará concluído o Plano Especial Distrital de Cheias e Inundações.
Este plano surge na sequência de um protocolo firmado entre o Governo Civil e a Faculdade de Letras do Porto, nomeadamente o seu departamento de Geografia.
“Dentro de dias teremos o levantamento do risco no distrito no que diz respeito a cheias urbanas e movimentos de vertente (derrocadas)”, acrescentou.
Também no fim do mês, o Governo Civil terá já concluída a revisão da Carta de Risco do distrito, que inclui nove cartas distintas.
No seu discurso, Isabel Oneto disse ter em vista, “não apenas a referida capacidade de resposta por parte dos agentes do Estado em situações de risco, mas a necessária ponderação entre os custos imputados à liberdade e os benefícios de garantia da segurança”.
Na sua opinião, “a globalização de risco não se reconduz a ameaças de génese natural ou industrial, com os decorrentes desequilíbrios de ordem social, económica e ecológica, mas porque o risco tem subjacente, em muitas situações, uma motivação política”.
Sob o tema “Novos desafios – novas soluções: As sociedades contemporâneas e a globalização dos riscos”, a conferência pretendeu envolver todos aqueles que estão ligados à protecção civil, desde autarcas a voluntários nesta área.
Esta é também a 1ª Conferência Luso-Galaica de Protecção Civil que, segundo o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, é uma oportunidade para gerar “troca de experiências, dinamizar o trabalho e a cooperação” entre Portugal e a Galiza, Espanha.
Para o responsável, o sistema de protecção civil tem que estar preparado para novos desafios, surgidos da globalização, como o terrorismo.
Duarte Caldeira defendeu que o “sistema deve desenvolver-se assente na formação e conhecimento, no equipamento e nas novas tecnologias” para fazer face a estes desafios.
O responsável lamentou, contudo, que o sistema “careça de investimentos para estar adequadamente preparado para os desafios”, afirmando que “é necessário investir nestes três domínios enquanto factor crítico de sucesso para desenvolver o sistema”.
Fonte: Lusa
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