As autoridades sanitárias alemãs confirmaram onyem que três aves selvagens encontradas mortas em Nuremberga estavam contaminadas com a variante H5N1 da gripe das aves, que também é perigosa para seres humanos.
As análises às carcaças de oito cisnes, um pato selvagem e um ganso selvagem feitas no laboratório de referência do Instituto FriedrichLoeffler, na Ilha de Riems, deram positivas em três casos, comunicou hoje uma porta-voz da Direcção geral de Saúde de Nuremberga.
Dois dos cisnes já tinham sido recolhidos mortos na semana passada, e os restantes animais foram encontrados no sábado, todos junto ao Lago Wöhrder e do Lago de Prata, perto de Nuremberga.
Após os primeiros casos suspeitos, as autoridades de Nuremberga montaram um perímetro de segurança de quatro quilómetros em redor do sítio onde foram recolhidas as aves mortas, como prescrevem as regras da União Europeia.
Nas entradas e saídas do perímetro estão a ser utilizadas “banheiras” com desinfectantes por onde têm de passar todas as viaturas, e é proíbida a entrada de estranhos nos aviários locais.
Nas próximas três semanas, não poderão sair quaisquer aves de capoeira ou outros pássaros da zona demarcada, e todas as aves de capoeira terão de ficar de quarentena.
Além disso, cães e gatos também não podem andar à solta na referida zona, e foi montado também um perímetro de observação num raio de 10 quilómetros.
A gripe das aves, também conhecida por Influenza Aviária, é uma doença viral altamente contagiosa, que ataca sobretudo aves de capoeira, como frangos e perús, mas também aves selvagens, como cisnes, gansos e patos.
O vírus H5N1 é uma variante particularmente agressiva da gripe das aves, que mata entre 80 e 100 por cento dos animais afectados, em poucos dias, e em casos raros também pode contagiar seres humanos.
Na Ásia foram até agora detectadas 250 pessoas com o vírus H5N1, a maior parte das quais lidava directamente com aves de capoeira, e mais de 150 pessoas morreram.
A doença transmite-se entre as aves por contacto directo, através das fezes, saliva ou líquidos lacrimais, ou ainda por contacto com material infectado, como caixas de transporte de animais ou embalagens de ovos.
É também possível um contágio através do ar, se houver forte movimentação de poeiras.
Os investigadores alertaram repetidamente para o risco de o vírus H5N1 sofrer mutações e se tornar transmissível entre seres humanos, como as outras gripes, o que poderia causar dezenas de milhões de vítimas mortais em todo o mundo.
O sub-tipo H1N1 que grassou entre 1918 e 1920, com o nome de Gripe Espanhola, causou 50 milhões de mortos, sobretudo na Europa, e era um simples vírus aviário, que se adaptou aos seres humanos.
Para a prevenção contra o vírus H5N1, podem ser ministrados actualmente dois antivirais, o Tamiflu, e o Relenza.
Depois da eclosão de vários casos da gripe das aves entre animais na Europa, nos últimos anos, as autoridades sanitárias dos países da União Europeia compraram preventivamente milhões de doses destes medicamentos, para combater uma eventual epidemia, até ser descoberta uma vacina adequada.
Fonte: Agroportal
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