O governo chinês destinou 214 milhões de euros para lutar contra a propagação do vírus H5N1 da gripe das aves, a mesma verba gasta em 2003 devido à pneumonia atípica, noticia hoje a imprensa oficial chinesa.
“Devemos ter a noção da gravidade da situação e da necessidade de controlar rapidamente a gripe das aves, manter altos níveis de vigilância e nunca baixar a guarda”, refere um comunicado do Conselho de Estado da China, o Conselho de Ministros do país, citado pelo jornal oficial em língua inglesa China Daily.
A verba de dois mil milhões de reminmbi destinada pelo Conselho de Estado é igual à que a China dedicou em Abril de 2003 ao combate à pneumonia atípica, ou Síndroma Respiratória Aguda, doença altamente contagiosa que causa febre superior a 38 graus, tosse e dificuldades respiratórias.
Desde Novembro de 2002, quando a doença foi descoberta no sul da China, a pneumonia atípica causou centenas de mortos em todo o mundo, e causou graves danos nas economias mundiais.
O Conselho de Estado, que quarta-feira se reuniu em Pequim sob a presidência do primeiro-ministro Wen Jiabao, decidiu aplicar o dinheiro em medidas de prevenção e controlo da gripe das aves, além de criar uma autoridade nacional para centralizar e coordenar as respostas à doença, adianta também o China Daily.
O jornal, que cita fontes do Conselho de Estado, refere ainda que as autoridades decidiram melhorar os procedimentos de emergência contra possíveis infecções em seres humanos, aumentar a vigilância nos mercados e investir na formação dos trabalhadores veterinários nas áreas rurais.
A maioria das galinhas na China são criadas em pequenas propriedades espalhadas pelo território e os camponeses prestam pouca atenção à higiene, disse na passada sexta-feira Jia Youling, director do departamento de Veterinária do ministério da Agricultura.
As respostas chinesas à difusão do H5N1 estão a ser coordenadas pelo Conselho de Estado, desde que Pequim classificou a situação como “grave”.
A China foi palco nos últimos meses de três focos de gripe das aves, que levaram já à morte e abate de 5.620 aves.
Em Outubro, as autoridades descobriram na China dois focos da doença, nas províncias de Hunan, centro do país, e na Mongólia Interior, no nordeste.
Em Agosto, a China identificou a existência do H5N1 em Lhasa, capital do Tibete.
Fonte: Lusa
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal