O surto de gripe das aves que surgiu na Mongólia, Cazaquistão e Sibéria em meados de Julho chegou à importante região industrial russa de Chelyabisnk, nas montanhas dos Urais, que fazem a fronteira entre a Ásia e a Europa.
Este surto de gripe das aves está comfirmado como sendo o vírus da estirpe H5N1, o mesmo que matou mais de 50 pessoas no continente asiático desde 2003.
As autoridades russas isolaram algumas regiões e mataram centenas de aves de criação, mas pouco podem fazer para impedir o avanço da doença para o Ocidente.
O vírus é transportado por aves migratórias, que fogem do Inverno siberiano em Agosto. Tecnicamente, Chelyabinsk está localizado na vertente asiática dos Urais, mas poucas dúvidas há em como o vírus estará já na Europa. Em menos de um mês, as aves migratórias transportaram o vírus mais de mil quilómetros, do Extermo Oriente russo até aos Urais, pelo que é fiável presumir que – ainda que sem confirmação efectiva – o vírus já esteja no lado europeu dos Urais.
ANTRAZ NO GADO
Dois talhantes na região siberiana russa de Altai deverão ter sido infectados com esporos de antraz ao abaterem uma vaca.
Os resultados das primeiras análises apontam para esse cenário, segundo divulgou a imprensa local. Mais grave é o facto de os talhantes terem já vendido carne do animal infectado a um cliente, possivelmente ad região vizinha de Kemerovo, o que levanta receios de propagação da doença.
Altai, uma região de estepe perto da fronteira da Rússia com a China, Mongólia e Cazaquistão, é um dos principais centros russos de produção de gado e cereais. A infecção por antraz é uma doença grave, por vezes fatal, causada por esporos bacteorológicos. O contágio pode resultar do contacto com gado, que facilmente ingere esporos de antraz ao pastar.
Fonte: Correio da Manhã
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