O vice-presidente do CDS-PP Castro Coelho criticou hoje a capacidade negocial “praticamente nula” do ministro da Agricultura, lamentando que as ajudas comunitárias aos avicultores afectados por prejuízos devido à gripe das aves sejam de apenas 50 por cento.
“É mais uma prova cabal, mais um argumento para pedir a demissão do ministro da Agricultura que, revelou uma capacidade negocial com Bruxelas praticamente nula”, disse à Lusa o vice- presidente do CDS-PP Castro Coelho.
Hoje, no Luxemburgo, os ministros da Agricultura dos 25 chegaram a acordo sobre o financiamento comunitário a 50 por cento dos prejuízos dos avicultores atingidos pela baixa do consumo causada pelo receio de contaminação da gripe das aves.
A medida foi apoiada pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva, apesar de Portugal defender anteriormente um co-financiamento comunitário de 100 por cento dos prejuízos.
O acordo hoje estabelecido deixa em aberto a possibilidade dos restantes 50 por cento virem a ser financiados através, não só por dinheiros públicos nacionais, mas também pelos próprios produtores.
Apesar de reconhecer que, em termos absolutos, os 50 por cento de ajudas comunitárias que foram acordados “são um valor bom”, o vice-presidente do CDS-PP salientou que “em termos relativos”, ou seja, em comparação com o que alguns países conseguiram, “foi pouco”.
“As ajudas de 50 por cento foram o mínimo que foi conseguido”, disse, sublinhando que “alguns países conseguiram os 100 por cento”.
Para o CDS-PP, este é, assim, mais um argumento para o primeiro-ministro demitir Jaime Silva: “quanto mais cedo melhor, está visto que este ministro não serve”, afirmou, lembrando que Jaime Silva já não foi “capaz” de cumprir os compromissos quanto ao pagamento das medidas agro-ambientais.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) também já lamentou que as ajudas comunitárias aos avicultores afectados por prejuízos devido ao impacto da gripe das aves sejam de apenas 50 por cento.
Segundo os últimos dados da Comissão Europeia, referentes a 07 de Abril, o consumo de carne de aves e de ovos em Portugal desceu 15 por cento e o preço 37 por cento, o que constitui neste último caso a segunda maior redução da UE, a seguir à Itália (63 por cento).
Actualmente, o vírus H5N1 foi encontrado em aves selvagens em 13 Estados-membros (Grécia, Eslovénia, Itália, Áustria, Hungria, Eslováquia, Alemanha, França, Suécia, Dinamarca, Polónia, República Checa e Reino Unido) e em aves de capoeira em três países comunitários (França, Suécia e Alemanha).
Fonte: Agroportal
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