Gripe das Aves: CAP lamenta ajudas comunitárias só para metade dos prejuízos

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) lamentou hoje que as ajudas comunitárias aos avicultores afectados por prejuízos devido ao impacto da gripe das aves sejam de apenas 50 por cento, quando defendia a totalidade.

“A CAP defendia o financiamento a 100 por cento porque de outra forma dificilmente os produtores portugueses iam receber o mesmo que os outros produtores europeus”, disse à agência Lusa o presidente da confederação, João Machado.

O dirigente associativo comentava assim o acordo hoje alcançado, no Luxemburgo, pelos ministros da Agricultura dos 25, que prevê o financiamento comunitário a metade dos prejuízos dos avicultores atingidos pela baixa do consumo causada pelo receio de contaminação da gripe das aves.

“Temos um consenso para que a UE [União Europeia] financie 50 por cento dos programas que os Estados-membros venham a apresentar”, disse o ministro Jaime Silva, num intervalo da reunião dos responsáveis europeus.

O ministro da Agricultura apoiou a medida, apesar de Portugal defender anteriormente um financiamento comunitário de 100 por cento dos prejuízos.

Lisboa deu o seu acordo a um compromisso que deixa em aberto a possibilidade dos restantes 50 por cento virem a ser financiados através, não só por dinheiros públicos nacionais, mas também pelos próprios produtores.

O Governo vai agora “dialogar” com a Federação dos Produtores de Aves para que Lisboa venha a apresentar “brevemente” um programa que explique os prejuízos com a redução do consumo.

“Sabendo eles [os produtores] a situação orçamental de rigor em que nos encontramos [vamos tentar] encontrar soluções alternativas” ao financiamento com dinheiros públicos nacionais, disse Jaime Silva.

Para o presidente da CAP, “mais uma vez os portugueses são discriminados por este ministro, que nem as disposições dos outros países comunitários cumpre”.

Segundo João Machado, quando os financiamentos comunitários são de 50 por cento, normalmente os governos nacionais asseguram o restante através dos seus orçamentos.

“Seguramente que os outros países vão colocar os outros 50 por cento”, referiu.

“Isto também mostra que este comissário anda desorientado porque entrou para a reunião a dizer que ia pedir uma ajuda a 100 por cento e saiu de lá a dizer que o regulamento não o permitia”, declarou o presidente da CAP.

Fonte: Agroportal

Veja também

Consumo de café aumenta resposta ao tratamento da hepatite C

Os pacientes com hepatite C avançada e com doença hepática crónica que receberam interferão peguilado …