O ministro da Saúde revelou hoje que o seu antecessor, Luís Filipe Pereira, declinou a oferta da compra do medicamento Oseltamivir, mundialmente recomendado como o mais eficaz no caso de uma pandemia pelo vírus da gripe das aves.
Correia de Campos falava numa encontro com a comunicação social, no qual explicou que o governo português, tal como os outros países, continua a confiar nos efeitos deste medicamento que, aliás, já foi encomendado para uma reserva estratégica nacional com capacidade para proteger 25 por cento da população portuguesa.
A primeira fase de abastecimento deste medicamento deverá chegar a Portugal no segundo semestre de 2006.
Questionado sobre esta data, o ministro da Saúde disse que não poderá ser antecipada porque o seu antecessor no governo social- democrata de Santana Lopes, Luís Filipe Pereira, recusou a compra do Oseltamilvir no início deste ano.
No entanto, Correia de Campos esclareceu que a recusa do seu antecessor foi feita num contexto diferente do actual, quando ainda não era tão eminente uma pandemia da gripe das aves.
“Não blasfememos contra a anterior gestão”, disse o ministro da Saúde, lembrando os elevados custos de uma aquisição como a que o Estado português fez com o Oseltamivir.
Estes custos elevados, disse o ministro, deverão ter contribuído para a decisão do seu antecessor.
Em relação a esta matéria, Correia de Campos adiantou que não está prevista a aquisição oficial de um outro medicamento, indicado por um estudo da revista cientifica “Nature” como mais eficaz para uma estirpe do H5N1.
O ministro esclareceu que a alegada resistência do H5N1 ao Oseltamivir já tinha sido equacionada e está a ser devidamente seguida pela comunidade científica internacional.
O ministro garantiu que o Oseltamivir continua a ser o mais eficaz e que Portugal foi um dos primeiros países europeus a tomar as medidas de alerta contra o vírus da gripe das aves, mundialmente definidas.
Fonte: Lusa
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