A ministra da Saúde revelou hoje que as vacinas contra a gripe A H1N1 que Portugal encomendou poderão ser aproveitadas, mesmo que o vírus sofra uma mutação, uma preocupação “comum” a todos os países que fizeram uma reserva.
Em declarações à Agência Lusa, Ana Jorge explicou que a possibilidade de o vírus sofrer uma mutação é uma preocupação “comum a todos os países”.
Questionada sobre se esta mutação e a consequente incapacidade da vacina prevenir a infecção poderá resultar em prejuízo para quem adquiriu o produto, como Portugal, Ana Jorge adiantou que quem compra “terá que pagar uma parte”.
No entanto, garantiu, esta vacina tem dois componentes – o antigénico (para iniciar a produção de anticorpos) e o adjuvante (que facilita a absorção de um medicamento) – que permitem “alguma capacidade de renegociação”.
Em caso de mutação “a única coisa que não é aproveitada é a própria vacina, que é o mais barato”, adiantou, abrindo a possibilidade a que os seus componentes possam vir a ser reutilizados de alguma forma.
Ana Jorge lembrou que, nesta negociação, são levados em conta os interesses de quem quer vender (o laboratório) e de quem quer garantir a compra da vacina (os países).
“Eles [laboratório] têm de se defender e nós temos que nos defender”, disse.
Na passada quinta-feira, o Governo aprovou uma verba de 45 milhões de euros para aquisição de três milhões de vacinas contra a Gripe A H1N1, correspondentes a seis milhões de doses.
Só depois desta decisão é que Portugal pode avançar para a reserva da vacina, que deverá estar disponíveis no prazo máximo até Janeiro.
O laboratório que produzirá as vacinas para Portugal é a GlaxoSmithKine (GSK), o qual terá apresentado as melhores condições em termos de custo benefício.
Na negociação foram levados em conta aspectos como tempo de entrega, preços e condições de pagamento, embora Ana Jorge assegure que as garantias de qualidade foram as que mais foram tidas em conta.
Trata-se de uma opção “baseada em estudos técnicos”, concluiu.
Fonte: Diário Digital
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