A ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu hoje que Portugal só vai tomar uma decisão sobre uma eventual pré-reserva de vacinas para a gripe A H1N1 depois de ouvir «peritos de todas as áreas profissionais».
Questionada pelos jornalistas sobre se Portugal irá fazer uma pré-reserva de vacinas para a gripe H1N1 (gripe A), Ana Jorge considerou «prematuro» anunciar qualquer decisão nesse sentido.
«A equipa que está a coordenar todo este processo vai ouvir peritos de todas as áreas profissionais» e «em breve» o Governo irá decidir o que fazer, sustentou.
Por outro lado, «ainda não há vacina isolada» para a gripe A, salientou Ana Jorge, referindo que há países que fizeram essa pré-reserva, «mas sem saberem se vai haver vacina ou não».
«Neste momento, é cedo para falarmos do que é que vai acontecer, porque ainda não está decidido», disse.
A ministra da Saúde falava aos jornalistas em Ourique, onde se deslocou para acompanhar o primeiro-ministro, José Sócrates, que colocou a primeira pedra de uma nova Unidade de Cuidados Continuados no concelho.
Ainda em relação à gripe A, Ana Jorge referiu que, «neste momento, não faz sentido» efectuar o mesmo tipo de controlo que foi feito inicialmente nos aeroportos nacionais, com a «ida [de equipas de saúde] dentro dos aviões».
Nos aeroportos, frisou, continuam a ser prestadas informações sobre o H1N1 a todos os cidadãos que entram em território nacional, sobretudo aos viajantes oriundos de zonas afectadas pela gripe A.
A ministra aproveitou também para apelar a que, «sempre que haja sintomas», a pessoa afectada telefone «primeiro para a Linha Saúde 24», a qual depois a irá «encaminhar» para o serviço de Saúde mais adequado.
O primeiro-ministro colocou hoje a primeira pedra da Unidade de Cuidados Continuados de Garvão, naquele concelho alentejano, que vai ter capacidade para 30 camas e custará 1,3 milhões de euros, dos quais 750 mil euros suportados pelo Ministério da Saúde.
Sobre o facto de esta cerimónia decorrer a escassos dias das eleições europeias, Ana Jorge desvalorizou: «Não é por estarmos num acto eleitoral. É porque estamos a fazer aquilo que é mais importante para as pessoas».
Fonte: Diário Digital
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