Gripe A: Linha de Saúde 24 só atendeu 30% das chamadas

A ministra da Saúde revelou ontem que a Linha de Saúde 24 atendeu, em alguns dias, apenas 30 por cento das chamadas realizadas para aquele serviço, quando o objectivo é que sejam atendidas, no mínimo, 85 por cento.

Até quarta-feira, a Linha de Saúde 24 estava a responder a cerca de três mil chamadas diárias, que correspondem a cerca de um terço das chamadas feitas (cerca de nove mil), avançou Ana Jorge em conferência de imprensa no Ministério da Saúde.

«A linha não tem respondido àquilo que seriam as expectativas das pessoas que ligam», sublinhou a ministra.

«Durante algum tempo a capacidade de resposta da Linha Saúde 24 situou-se nos 85 a 90 por cento, mas ultimamente passou para 30 por cento devido à gripe A (H1N1)», explicou Ana Jorge.

Para superar esta situação, o Ministério da Saúde reuniu-se quarta-feira com a empresa gestora do serviço – Linha de Cuidados de Saúde (LCS) -, que se responsabilizou em criar condições para «optimizar o atendimento e aumentar a capacidade de resposta», através da criação de mais postos de atendimento.

«Vamos ter de esperar alguns dias para ver a consistência destas alterações», sublinhou a ministra, anunciando que no início da próxima semana o Ministério da Saúde voltará a reunir-se com a empresa para fazer o ponto de situação.

Questionada pelos jornalistas se estava «arrependida» de ter prorrogado o contrato com a LCS, Ana Jorge disse que não, considerando que é um «bom serviço» de atendimento e orientação dos doentes.

Numa fase de pandemia, «não é a altura para pôr em causa uma parceria público-privada», acrescentou.

Fonte: Diário Digital

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