Gripe A: 51% das vítimas mortais tinha entre 20 e 49 anos

Mais de metade (51 por cento) das vítimas mortais da gripe A tinha idades entre 20 e 49 anos, revela um estudo esta terça-feira divulgado que analisou os óbitos relacionados com o vírus H1N1 até meados de Julho.

Em metade dos casos fatais nenhum paciente sofria de outra doença, indica o estudo, realizado pelo Instituto de Vigilância Sanitária francês (InVs) e hoje publicado na revista Eurosurveillance, do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças, sedeado em Estocolmo.

A gravidez e problemas de metabolismo, como a diabetes ou a obesidade, são citados como “factores de risco particularmente importantes”, segundo os especialistas do InVs, que especificaram que a idade média das vítimas mortais é de 37 anos.

Pelo menos 49 por cento das vítimas mortais apresentavam sintomas de outras patologias, frequentemente relacionadas com casos de morte associados à gripe sazonal, segundo a análise da equipa liderada por Philippe Barboza, que avaliou 574 das 684 mortes confirmadas até 16 de Julho em todo o mundo.

Do total de óbitos, 16 eram grávidas e pelo menos oito pessoas apresentavam os outros factores de risco identificados pela equipa de investigadores, como obesidade, doenças cardiovasculares ou respiratórias como asma ou tuberculose, enquanto 12 por cento eram crianças com idades até aos nove anos e 10 por cento eram crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos.

Mais de um quarto (27 por cento) das crianças que morreram na sequência de infecção com o vírus H1N1 não sofriam de outras doenças, situação idêntica entre os 22 por cento dos jovens adultos (20 a 29 anos) que também morreram com a gripe.

As pessoas com mais de 60 anos representaram 12 por cento do número total de casos mortais.

Dentro desta faixa etária, 60 por cento sofria de doenças cardiovasculares ou respiratórias.

“Os idosos parecem ser, em certa medida, protegidos da infecção, talvez pela exposição anterior a estripes virais semelhantes” ao H1N1, revelaram os especialistas.

“No entanto, quando a infecção ocorre, a percentagem de óbitos entre os idosos parece ser mais elevada” do que em outras faixas etárias, acrescentaram.

Em termos globais, durante esta primeira fase da pandemia, a taxa de mortalidade (número de óbitos sobre o número de casos) rondou os 0,6 por cento, dependendo dos países afectados e dos respectivos métodos de contabilização.

Entretanto, os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram hoje uma posição comum que determina que as “pessoas com mais de seis meses com doenças crónicas”, as “grávidas” e o “pessoal médico” são os grupos prioritários no processo de vacinação.

Fonte: Diário Digital

Veja também

Consumo de café aumenta resposta ao tratamento da hepatite C

Os pacientes com hepatite C avançada e com doença hepática crónica que receberam interferão peguilado …