A organização ecologista internacional Greenpeace criticou a Austrália por promover a utilização experimental de “sementes exterminadoras” – controversas sementes estéreis geneticamente modificadas.
Os ambientalistas afirmaram que este tipo de sementes mina a diversidade biológica e cria dependência entre pequenos agricultores. É que as sementes, uma vez usadas, não podem servir para os produtores recolherem novas sementes e armazená-las, porque as plantas são estéreis. Ou seja, os agricultores seriam obrigados a adquirir, todos os anos, sementes novas a grandes multinacionais.
A Austrália, o Canadá e a Nova Zelândia têm pressionado para reabrir o debate internacional sobre a experimentação em campos das “sementes exterminadoras” na Convenção sobre Diversidade Biológica, em Curitiba.
A Reuters apurou que, além das consequências para agricultores, estas sementes podem resultar na contaminação de plantas convencionais, esterilizando-as e colocando em risco a sua sobrevivência a longo prazo.
Os argumentos a favor destas sementes dizem que elas serviriam para impedir que os agricultores reproduzam organismos geneticamente modificados (OGM) em cada campanha de produção sem pagar direitos de propriedade.
Fonte: Reuters e Confragi
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