Os grandes exportadores de açúcar do mundo – Brasil, Austrália e Tailândia – mostraram-se amplamente satisfeitos com a reforma da organização comum de mercado do açúcar da União Europeia, aprovada na semana passada.
Para a organização brasileira do sector, a ÚNICA, esta reforma constitui um avanço importante na liberalização mundial do comércio, numa das «suas trincheiras mais cerradas representadas pela UE». Para os brasileiros, a vitória no contencioso perante a Organização Mundial do Comércio foi decisiva para o «fim deste regime anacrónico».
O governo australiano emitiu um comunicado oficial no qual acolhe favoravelmente a reforma europeia do açúcar, considerando-a como «um passo positivo para os produtores australianos que podem ter perspectivas de um mercado internacional com menos distorções», cita o Agrodigital.
A federação da indústria tailandesa, Choosilkul, anunciou que a reforma do açúcar da União Europeia é a melhor notícia possível para o comércio internacional do sector, já que o regime europeu era um dos principais factores que mantinha os preços internacionais em níveis baixos.
Por seu lado, os países da África, Caraíbas e Pacífico, que até agora beneficiavam de tratamento preferencial no mercado comunitário por serem países pobres, declararam que esta reforma é «um insulto». Os países consideraram mesmo que se trata de uma jogada «escandalosa e com falta de escrúpulos».
Fonte: Agrodigital e Confragi
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