A qualidade do produto, a criação de valor acrescentado entre todos os agentes da cadeia produtiva e a satisfação do cliente, foram referidos como factores chave no momento de conceber uma boa estratégia de mercado no sector das carnes.
Esta foi a posição defendida por Herni Baladier, membro do Comité National des Indications Géographiques Protégées, Labels Rouges et Spécialités Traditionnelles Garanties do Instituo Nacional da Origem e da Qualidade de França (INAO), na jornada inaugural do Primeiro Congresso Internacional de Carnes com Indicação de Qualidade realizado ontem no Salão de Alimentação do Atlântico, SALIMAT.
Baladier também deu a conhecer na sua intervenção alguns números sobre a carne de qualidade no seu país, destacando que em França se produzem 1.252.848 toneladas de carne de bovino, das quais 32.000 detêm indicação de qualidade (dentro desta 228.945 ton. são de vitela, estando certificadas 10.000 ton.). O representante francês explicou que a França conta com 14 Indicações e 42 Labels Rouges de carne, sendo estas últimas identificações que respondem às exigências máximas de produção, abate, transporte e comercialização.
Outro dos peritos internacionais que participou no Congresso foi o português João Paulo Costa, vice presidente e director geral da Capolib (Agrupamento de Produtores de Carne Barrosã da Cooperativa Agrícola de Boticas). Na sua exposição explicou as características da Barrosã, destacando que se trata de vitelos muito jovens porque que em Portugal os consumidores preferem carne de animais muito jovens. Mencionou também algumas dificuldades deste organismo, tais como o baixo número de animais por exploração ou a falta de espírito associativo.
O fundador e ex-presidente de Ternera Gallega, Maximino Viaño, e o ex-director executivo desta indicação, Enrique Temes, participaram também neste encontro. O primeiro fez uma passagem pela história de Ternera Gallega desde a sua criação até à sua consolidação, enquanto que o segundo se referiu às origens da carne na Galicia há 3.000 anos e os distintos aspectos históricos, económicos e políticos que conformaram a sua evolução.
Por outro lado, o director geral de Investigação, Tecnologia e Formação Agroforestal, Gonzalo Flores Calvete, presente na inauguração do Congresso em representação da Consellería de Medio Rural, destacou a importância do sector das carnes para a Galiza pelo peso dos produtores pecuários na economia da Comunidade e o desenvolvimento industrial que está a ser conseguido no sector da carne. Assinalou também que a prova disso é a existência de duas Indicações Geográficas Protegidas, Ternera Gallega e Lacón Gallego, assim como o arranque de outras três, Androia, Chorizo e Botillo Gallego.
Fonte: Agroportal
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