Fundão: Pomares prometem qualidade mas só dão metade da cereja e com preço mais alto

A quantidade de cereja deverá este ano cair para metade e provocar um aumento de preço, com os primeiros frutos vendidos a 20 euros o quilo à beira da estrada, disseram ontem fontes do sector que garantem a qualidade do fruto.

«Este ano deve ser produzida cereja com boa qualidade porque há muita humidade, o que vai resultar em cerejas de bom calibre», disse Luís Martins, produtor e presidente da Junta de Freguesia de Alcongosta, onde se situa a maioria dos cerejais.

A qualidade está garantida, referiu, mas a colheita está atrasada devido ao inverno frio e chuvoso e a quantidade vai cair: «Deverá ser colhida metade da cereja que é habitual no concelho do Fundão, ou seja, a produção deverá situar-se entre quatro mil a 4.500 toneladas», acrescentando que «o preço possivelmente vai aumentar, o que é bom para o produtor».

Um facto comprovado por quem já comprou as primeiras cerejas colhidas na Serra da Gardunha à beira da estrada, junto ao Fundão. «Cada quilo de cereja estava a ser vendido no final da última semana a 20 euros o quilo», confirmou o presidente da Câmara do Fundão, Manuel Frexes.

Um preço «exorbitante», típico dos primeiros dias de venda de cereja, reconheceu, mas que ainda assim é mais alto que em anos anteriores, antevendo uma subida do preço.

O amadurecimento da cereja «está atrasado três semanas», confirmou Luís Martins, sendo que será necessária «pelo menos mais uma semana de tempo quente» para a cereja «ficar no ponto» e ser colhida.

Para já, são os pomares virados a sul da Gardunha, na zona da Soalheira e Alpedrinha, que vão brindando os produtores com algumas cerejas prontas a apanhar, concluiu.

Fonte: Confagri

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