Produtores de árvores para plantação no distrito de Coimbra vão exportar espécies frutícolas para Angola, mercado visto como tendo “grande potencial” para o sector, disse à agência Lusa o presidente da Associação dos Viveiristas do Distrito de Coimbra (AVDC).
Eduardo Baptista, presidente da estrutura que representa 60 dos cerca de 200 produtores credenciados do distrito, explicou que “Angola está a efectuar experiências da adaptabilidade de todo o tipo de espécies frutícolas, nas regiões em que o clima é mais parecido com o nosso”.
“África é um mercado emergente e Angola representa um potencial muito forte”, afirmou o dirigente associativo, acrescentando que, neste momento, os viveiristas estão também a exportar muito material para Espanha.
Os viveiristas de Miranda do Corvo, Coimbra e Lousã são responsáveis por cerca de 80 por cento da produção nacional de viveiros (árvores para plantação), vendendo anualmente mais de três milhões de unidades.
“Este é um sector onde não tem existido crise”, sublinhou Eduardo Batista.
De acordo com dados da AVDC, em 2006/2007 foram vendidos 3,3 milhões de unidades, das quais 80 mil eram critrinos e 2,5 milhões eram espécies pomóideas (pereiras e macieiras) e prunóideas (cerejeiras, pessegueiros e ameixieiras), sem contar com as plantas ornamentais.
Para divulgar e promover a actividade dos viveiros, a Junta de Freguesia de Semide, no concelho de Miranda do Corvo, promove no próximo fim-de-semana a oitava edição da Feira da Árvore, na Escola Ferrer Correia, no Senhor da Serra.
Arménio Luís, presidente da Junta de Semide, afirmou à agência Lusa que na freguesia “se encontra a maioria das pessoas que desenvolve esta actividade no país, sendo por isso uma área de grande expressão que importa apoiar e desenvolver”.
Além de Semide, esta actividade assume também grande relevância nas freguesias de Ceira (Coimbra) e Lousã.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal