O valor do comércio interno comunitário de frutas e hortícolas em 2009 totalizou 23.241 milhões de euros, o que representa uma descia de oito por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando atingiu os 25.309 milhões de euros.
Em volume, este comércio, que reflecte as exportações dentro do espaço da União Europeia (UE), situou-se nos 32,4 milhões de toneladas, o mesmo que em 2008, destacando-se o aumento das exportações de importantes produtores como a Holanda, que registou uma descida de cinco por cento; a França, com uma subida de quatro por cento; Bélgica, com mais dois por cento frente à estabilização de Espanha, com zero por cento de crescimento.
Segundo os dados do Eurostat, o valor do comércio intracomunitário de frutas caiu 10 por cento em 2009, quando comparado com 2008, somando 12.784 milhões de euros (ME) e o de hortícolas sofreu também uma quebra de seis por cento, totalizando 10.456 ME.
Em termos de volume comercializado, as frutas assinalaram uma descida de dois por cento, atingindo 15,3 milhões de toneladas e as hortaliças cresceram três por cento, para 17 milhões de toneladas.
As principais frutas do comércio intercomunitário são a banana, tangerina, maçã, laranja e uva, destacando-se uma forte descida do valor da maçã, com menos 23 por cento, para um total de 1.241 ME e da uva, com menos 19 por cento, somando 1.164 ME.
As denominadas frutas de caroço também sofreram uma redução, com a comercialização de nectarinas a cair 19 por cento, para um total de 494 ME, o pêssego caiu também 19 por cento, situando-se em 292 ME e o damasco com menos seis por cento, para um máximo de 155 ME.
No caso das hortaliças, as principais exportadas entre os diferentes países da UE são o tomate, pimento, a batata, alface e repolho, com o valor comercial do primeiro a cair sete por cento; menos 18 para o pimento e também menos sete por cento para a batata, menos três por cento na venda de alface e por último, uma quebra de quatro por cento em relação aos repolhos.
Quanto aos principais países exportadores comunitários, evidencia-se um aumento da exportação dos grandes competidores de Espanha, como Holanda, França e Bélgica. A exportação da Holanda de frutas e hortícolas para a UE em 2009 cresceu cinco por cento em volume, somando 6,5 milhões de toneladas; da França subiu três por cento, para um máximo de 3,8 milhões de toneladas e da Bélgica atingiu as 3,6 milhões de toneladas, com um salto de dois por cento, enquanto a Espanha manteve, em 2009, as suas exportações de hortícolas em 8,9 milhões de euros, o mesmo volume registado em 2008, de acordo com os dados do Eurostat.
Na opinião da FEPEX, os dados relativos a 2009 evidenciam uma deterioração da posição competitiva espanhola frente a outros países comunitários produtores, com explorações caracterizadas por um maior desenvolvimento tecnológico.
O maior concorrente de Espanha na fileira de comércio de hortícolas são os Países Baixos, que melhoraram substancialmente a sua quota de mercado 11 por cento em volume, enquanto Espanha revelou uma queda de quatro por cento.
Fonte: Agrodigital e Confagri
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