A fraude e os equívocos decorrentes da autorização comunitária para a utilização de denominações tradicionais de vinho do Porto por países estrangeiros são as duas principais ameaçadas ao êxito deste nosso produto nacional.
Os esforços de captação de novos mercados para o vinho do Porto são minados pela existência de produtos como o Puerto Alegro, em Espanha, o Portman’s, em Inglaterra, o Porto Fino, na Polónia ou o Port Wine White, na Moldávia, entre muitos outros.
Os produtores sul-americanos, norte-americanos e australianos também podem utilizar este tipo de denominações vintage, tawny e ruby. Mas é a concorrência dos primeiros que tem adensado a concorrência directa ao produto português, fragilizando a protecção aos vinhos tradicionais.
O professor universitário e ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Bianchi de Aguiar, lembrou que a União Europeia não conseguiu chegar a acordo com os Estados Unidos «sobre as denominações de origem», momento em que a Comissão Europeia «demonstrou uma grande fragilidade».
Para a presidente da Associação de Exportadores de Vinho do Porto, Isabel Marrana, o problema pode ser atenuado através de «campanhas de promoção no estrangeiro que visem, sobretudo, explicar ao consumidor a real origem do vinho do Porto», cita o Jornal de Notícias. Não deixa, contudo, de ser necessária a sensibilização da Comissão «para a protecção dos vinhos nacionais».
Fonte: Jornal de Notícias
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