A cidade francesa de Lyon recebeu, entre os dias 25 e 29 de Setembro, a 22.ª Conferência da Comissão Regional para a Europa da Organização Mundial de Sanidade Animal, onde se debateu o contrabando se animais e produtos de origem animal e o papel dos veterinários e produtores na detecção de doenças e resposta rápida.
O director-geral de Alimentação e representante do Ministério francês da Agricultura, Jean-Marc Bournigam, afirmou que, apesar da diversidade climática e dos sistemas de criação de animais na Europa, os riscos à escala mundial de propagação das doenças continuam a ser os mesmos.
«Os países europeus cometeriam um erro se continuarem a pensar que permanecerão historicamente livres de certas doenças», cita o Agrodigital.
Em destaque esteve a preocupação generalizada com a propagação da gripe das aves e de outras doenças animais emergentes e reemergentes, como é o caso da língua azul na Europa. O papel desempenhado pelo comércio de animais, legal ou ilegal, é preponderante, pelo que se torna indispensável que os governos reforcem os seus serviços veterinários e controlos nas fronteiras.
A reunião conduziu também à adopção de um conjunto de recomendações, de onde se sublinha a criação de medidas específicas contra o contrabando de animais e produtos de origem animal.
Estiveram, ainda, em debate os recentes focos de língua azul no norte da Europa, que tornaram ainda mais evidente a necessidade de existirem sistemas nacionais de vigilância eficazes para que se possam detectar, prontamente, quaisquer eventos patológicos e para que se consiga dar uma resposta rápida.
Todas as recomendações adoptadas nesta conferência serão apresentadas a discussão e aprovação na próxima assembleia mundial da Organização Mundial de Sanidade Animal, em Maio de 2007.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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