Depois dos brinquedos, pastas de dentes, comida para cães e gatos nos Estados Unidos e produtos com ervas medicinais no Canadá, é agora a vez dos alimentos provenientes da China serem apontados pela França como perigosos, revela o jornal francês Le Monde.
Alguns apresentam riscos graves para a saúde, de acordo com um estudo da revista L`Expansion, referido pelo Le Monde, que destaca os corantes proibidos encontrados em molhos e bolos de arroz, os fungos cancerígenos descobertos em frutos secos, os resíduos de antibióticos detectados em frascos de mel e os vestígios de mercúrio em enguias, além das massas com componentes geneticamente modificados.
Para os investigadores, os utensílios de cozinha provenientes da China também são insalubres, por alegadamente conterem vestígios de níquel, de manganês ou de crómio susceptíveis de contaminar os alimentos.
Citado no estudo, Gilles Martin, proprietário do laboratório Eurofins, a funcionar na China, considera que estes problemas se devem a uma «inacreditável falta de formação e de educação sobre os perigos de contaminação e sobre as boas práticas a adoptar para garantir a segurança dos consumidores».
Outro aspecto indicado no estudo refere-se à falsificação de produtos, dado que «em dois milhões de produtos alimentares contrafeitos registados em 2006, entre 16 e 20% eram oriundos da China», segundo a Organização Mundial das Alfândegas.
O estudo da revista L`Expansion acrescenta que as importações de produtos alimentares chineses foram, em 2006, objecto de um número recorde de alertas em solo europeu, com 263 notificações relativas a produtos retirados do mercado ou bloqueados nas alfândegas, podendo a situação agravar-se este ano, que conta já com 209 ocorrências.
Fonte: Diário Digital
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal