Os nutricionistas estão a pedir aos legisladores da Oceânia – englobando Austrália e Nova Zelândia – que considerem a possibilidade de obrigar as empresas de lacticínios a adicionar vitamina D ao leite para ajudar a suprir as carências desta vitamina na região. As diretrizes recomendam que cada pessoa obtenha entre cinco e 15 microgramas desta vitamina por dia, para promover ossos fortes e prevenir o raquitismo. No entanto e em média, os australianos e neozelandeses obtêm apenas metade do mínimo recomendado.
Segundo o despacho da Australian Associated Press Limited (AAP), uma parte desta carência deriva das próprias campanhas públicas que alertam para que as pessoas não se exponham ao sol, a melhor fonte natural de vitamina D. Entretanto os especialistas solicitaram à autoridade alimentar da região, a Food Standards Australia and New Zealand (FSANZ), que considerasse a possibilidade de uma fortificação obrigatória do leite.
Actualmente a legislação na região considera apenas a fortificação obrigatória das margarinas, enquanto níveis muitos baixos de vitamina D podem ser voluntariamente adicionados a alguns produtos lácteos. “De forma diferente do que se passa EUA, Canadá e Europa, existe apenas uma fortificação limitada de alimentos com vitamina D na Austrália e na Nova Zelândia e, consequentemente, as ingestões dietéticas de vitamina D são substancialmente menores do que as ingestões nesses países”, referem em artigo publicado no jornal Nutrition and Dietetics.
Os especialistas referem que a proposta deverá sofrer resistências por parte da indústria e que a sua relação custo/benefício precisará de ser mais aprofundadamente estudada. Esta medida seria suficiente para suprir a recomendação diária de 5 a 10 microgramas para crianças e adultos de menos de 70 anos. Somente os idosos de mais de 70 anos, que precisam de pelo menos 15 microgramas, precisariam ainda de suplementação extra de vitamina D.
Fonte: Anil
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