Desde o final de Janeiro que a Jerónimo Martins e a Modelo Continente têm novos produtos de marca própria – o leite Pingo Doce Salutare e o creme de barrar Continente – cuja principal novidade é conterem reducol – ingrediente de origem natural composto por esteróis vegetais, que ajuda a bloquear a absorção do colesterol – criado e comercializado pela Forbes Medi-Tech, empresa de desenvolvimento de produtos associados às doenças cardiovasculares.
A estratégia de internacionalização desta empresa canadiana é pouco tradicional – não tem marca própria, subsidiárias ou trabalhadores nos mercados externos onde opera, optando por criar parcerias com distribuidores locais. “Ao utilizar as economias de escala criadas pelos grandes distribuidores, como a Jerónimo Martins e a Modelo Continente, conseguimos reduzir os investimentos associados ao lançamento de um produto próprio e canalizar recursos para investigação e desenvolvimento”, explica Charles Butt, CEO da Forbes, em declarações ao DN. Quem ganha “é o consumidor, pois tem acesso a produtos inovadores e eficazes a um preço atractivo”, afirma.
As vantagens desta estratégia, argumenta a Forbes, são múltiplas. “Recorremos a parcerias estratégicas para entrar nos mercados porque nos permite aproveitar os canais de distribuição existentes, além de beneficiar da notoriedade e know–how dos distribuidores seleccionados”, refere o CEO. Assim sendo, a Forbes escolheu a Jerónimo Martins e a Modelo Continente para seus parceiros em Portugal, seleccionados “devido à dimensão, o que permite cobrir todo o território português, e ao posicionamento de mercado – empresas com um portfólio alargado de produtos de marca própria e preocupadas em oferecer alimentos saudáveis aos clientes”.
O mercado português não é o primeiro em que a Forbes segue esta estratégia, operando já noutros países – Finlândia, França, Holanda e Reino Unido. A escolha não é feita ao acaso – a Forbes tem um “maior enfoque em mercados prioritários, países com grande potencial no sector da nutrição funcional”, afirma o CEO. Assim, a vinda para Portugal deve-se a duas razões fundamentais: “Em primeiro lugar, porque há um grave problema de colesterol na população portuguesa. Por outro lado, o sector da alimentação funcional tem crescido bastante, o que reflecte a tendência dos consumidores para procurar produtos que sejam alternativas ou complementem a medicação”, salienta. A parceria com a Modelo Continente e a Jerónimo Martins será alargada, garante Charles Butt, que promete lançar novos produtos em Portugal.
Fonte: Anil
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