Um sucesso que está a ultrapassar todas as expectativas”. É assim que a Câmara da Lousã classifica o “1º Festival gastronómico de caça e pesca”, que começou no dia 24 de Março e termina hoje. Nos dez restaurantes que aderiram à iniciativa da autarquia, estima-se que tenham sido servidas, até ontem, duas mil refeições e acredita-se que uma boa parte dos visitantes vai tornar-se cliente habitual, face ao grau de satisfação.
Os tons e sabores da Natureza contagiante da Lousã têm sido acolhidos com particular aceitação pela generalidade dos comensais. O javali, a perdiz, as trutas e o pato são particularmente visados nos pedidos. Os talasnicos, as broínhas doces e as delícias serranas, bem como o licor “Beirão” e as aguardentes de mel e de pêra têm tido uma procura extraordinária.
Os restaurantes aderentes aplaudem a ideia da Câmara da Lousã. Os comensais, esses, desfazem-se em elogios à iniciativa.
O vice-presidente da autarquia, Luís Antunes, diz que nunca viu tanto forasteiro no seu concelho à procura de um restaurante. “Tem sido impressionante. Vem gente do Porto, Lisboa, Guarda, Aveiro, de todos os cantos de Portugal, para se deliciar com sabores que nos estimulam a memória, feita de cheiros da Natureza (das framboesas, das amoras silvestres, das castanhas, da urze, da madressilva, do tomilho, da alfazema), mas também dos cheiros caseiros (do pão quente, do forno de lenha, da sopa feita na cozinha da avó), de paisagens, de banhos no rio, de passeios no campo, de corridas atrás das galinhas ou da surpresa pelo avistamento de um javali, de uma lebre ou de uma perdiz”.
Orlando Castro, cozinheiro-chefe do restaurante “A Viscondessa”, diz que “festivais como este deviam ser organizados mais vezes durante o ano, porque a serra precisa de ser promovida”.
Fonte: JN
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