O responsável pela Divisão de Beja de Medicina Veterinária, Luís Filipe Sobral, adiantou hoje que a morte de 49 vacas, em Outubro, numa exploração agro-pecuária de Ferreira do Alentejo, se deveu a envenenamento por chumbo.
“Os resultados das análises feitas pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, às amostras de duas vacas mortas, concluíram que se tratou de uma intoxicação por chumbo”, disse hoje o responsável à agência Lusa.
Luís Filipe Sobral realçou que se confirma a hipótese inicialmente avançada de envenenamento das vacas, por terem bebido água de uma ribeira que atravessa a exploração, a qual estava contaminada.
De acordo com o responsável, a ribeira terá sido contaminada pelo “arrastamento, através das chuvas, de um excesso de acumulação de óleos nos terrenos circundantes, provavelmente provocado por derrames de máquinas agrícolas ou por despejos de oficinas”.
“Trata-se uma situação inédita em Portugal”, explicou o médico veterinário, acrescentando que o caso já está em Tribunal, aguardando-se a instauração do inquérito para averiguar o que realmente aconteceu.
As primeiras vacas começaram a aparecer mortas a 26 de Outubro, na Herdade de Vale de Alarve, situada perto da Aldeia de Olhas, no concelho de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja.
Só nos primeiros três dias morreram 20 vacas e, na altura, foram logo recolhidas amostras da água e dos cadáveres de dois animais (fragmentos, vísceras e conteúdo gástrico) que foram analisadas pela Direcção Regional de Agricultura do Alentejo e pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária.
O proprietário da exploração agro-pecuária, João Santos, adiantou hoje à agência Lusa que a morte das 49 vacas causou um prejuízo na ordem dos 150 mil euros.
Fonte: Agroportal
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