O Brasil poderá ter um prejuízo de 830 milhões de euros se o embargo à carne bovina brasileira for mantido por um período de seis meses, afirmou hoje o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Já são 48 os países que suspenderam suas importações de carne de boi do Brasil, entre eles os 25 membros da União Europeia, devido ao surgimento de focos de febre aftosa nos Estados do Mato Grosso do Sul.
Na pior das hipóteses, se todos os compradores suspendessem as carnes brasileiras bovina, suína e de frango, o prejuízo com as exportações chegaria a 1,2 mil milhões de euros.
O ministro Roberto Rodrigues, que participa hoje de um seminário em São Paulo, acredita que a maior parte dos países compradores suspendam o embargo à carne brasileira até o final do ano.
De acordo com o ministro, os sectores público e privado estão empenhados em mostrar “com transparência absoluta” ao mercado internacional que os focos de aftosa estão restritos a determinados regiões, que já isoladas. Roberto Rodrigues reafirmou que todos os focos de aftosa são da mesma origem e destacou que as análises feitas no Estado do Paraná não caracterizam a evidência de aftosa.
“Eu estou muito confiante que o Brasil recuperará a sua imagem, o seu prestígio e, sobretudo, os mercados que conquistou por competência do produtor rural brasileiro”, referiu o ministro. O governo estima que 161,2 milhões de bovinos deverão ser vacinados contra aftosa a partir desta terça-feira, quando começa a segunda etapa da campanha de vacinação do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura.
Com a campanha, que deverá atingir 15 Estados e o Distrito Federal, mais de 80 por cento do rebanho brasileiro deverão estar vacinados contra a doença até o dia 30 de Novembro.
Veterinários do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina se reuniram este domingo em Guaíra, a 450 quilómetros de São Paulo para avaliar as medidas tomadas até o momento para impedir que o vírus da aftosa se propague pela América do Sul.
Desde o último sábado, foram instalados equipamentos que desinfectam veículos em vários pontos da fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina.
Nos próximos três dias, a missão de veterinários fará visitas técnicas em regiões do Paraná, onde há suspeita da existência da doença, e do Mato Grosso do Sul, onde já foram confirmados focos de febre aftosa.
As conclusões da missão técnica, formada pelo Comité Veterinário Permanente do Cone Sul e por representantes do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa, serão apresentadas em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nos dias 7 e 8 de Novembro.
Fonte: Agroportal
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