O consumo de alimentos fast-food pode elevar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, sugere um estudo sueco.
Ratos de laboratório receberam uma dieta rica em gordura, açúcar e colesterol – representando o valor nutricional de uma refeição de uma cadeia de fast food – durante nove meses e desenvolveram alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares da doença.
«Ao examinar os cérebros destes ratos, descobrimos uma alteração química que não é diferente da encontrada no cérebro com Alzheimer», segundo Susanne Akterin, do Centro de Pesquisa da Doença de Alzheimer do Instituto Karolinska, em Estocolmo.
Os testes mostraram que os alimentos alteraram a formação de uma proteína chamada Tau, que forma nódulos no cérebro de pacientes com Alzheimer, que impedem o funcionamento normal das células, fazendo com que estas morram.
Akterin e a sua equipa notaram ainda que o colesterol em alimentos reduziu os níveis de outra substância no cérebro, Arc, que é uma proteína ligada ao armazenamento de memórias.
«Suspeitamos que um elevado consumo de gordura e colesterol, em combinação com factores genéticos (…) podem afectar de maneira adversa várias substâncias no cérebro, que podem ser um factor que contribui para o desenvolvimento de Alzheimer», afirmou Akterin.
A investigadora disse que «os resultados dão alguma indicação de como a doença de Alzheimer pode ser prevenida, mas são necessários mais estudos neste campo antes que se possa fazer um aconselhamento apropriado ao público».
Fonte: Diário Digital
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal