O relatório “O Estado de Insegurança alimentar no Mundo” da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), diz que a actual crise económica e financeira poderá levar muito mais pessoas à pobreza e à fome em 2009.
O relatório revela que a maioria dos subalimentados, ou seja, 907 milhões de pessoas, vivem em países em desenvolvimento, dos quais, 65 por cento estão na China, Índia, República Democrática do Congo, Indonésia, Paquistão e Etiópia, escreve o Expresso.
Segundo o director-geral da FAO, Hafez Ghanem, a queda dos preços dos alimentos, verificado desde o início de 2008, não contribuiu para terminar com a crise alimentar em muitos países pobres, onde a «quantidade mínima indispensável para se ter uma vida saudável e activa», para milhões de pessoas, está ainda muito longe de atingir.
O dirigente sublinha que «a fome, a falta de acesso à terra, ao crédito e ao emprego, junto com o elevado preços dos alimentos, continuam a ser uma terrível realidade», para milhões de pessoas nos países em desenvolvimento.
A FAO acredita que vai ser necessário um grande esforço global para combater a fome, e mesmo com todo este empenho vai ser muito difícil alcançar nos próximos sete anos a meta fixada na Cimeira de 1996, de alterar para menos de 500 milhões o número de pessoas famintas no mundo.
Como nota positiva, o relatório da organização refere que no Brasil o número de pessoas a passar forme diminuiu entre 1990 e 2005, tendo passado de 15,8 para 11,7 milhões, sem adiantar dados da fome naquele país em relação a 2007.
Por outro lado, o documento diz ainda que a subida dos preços dos alimentos fez reverter todo o trabalho desenvolvido nos últimos dez anos para a redução da fome na América Latina e no Caribe, onde em 2007 menos 51 milhões de pessoas passavam fome, perto do mesmo número de 1997, uma situação que piorou em 2008, verificando-se um aumento de pessoas com fome para 51,8 milhões.
Fonte: Expresso e Confagri
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