FAO: Preços altos dos alimentos podem aumentar fome no Mundo

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) alertou que o aumento dos preços dos produtos alimentares de base nos países em desenvolvimento podem agravar a situação de fome no Mundo.

O director-geral da FAO, Jacques Diouf, afirmou que «menos pessoas terão acesso aos produtos alimentares» devendo-se criar urgentemente um sistema de financiamento a nível internacional para enfrentar de forma precoce o problema.

A organização já propôs um plano de acção que inclui o estabelecimento de ajudas destinadas aos agricultores retiradas dos cofres da FAO.

Sem adiantar qualquer plano de funcionamento, a FAO diz acreditar na possibilidade de alcançar um crescimento de 20 por cento da produção, no entanto, Jacques Diouf salienta que a organização não pode agir sozinha nesta iniciativa e aguarda a ajuda financeira dos países-membros e de organizações não governamentais.

O responsável diz que é necessário criar uma rede de segurança alimentar de modo a incentivar uma produção por meio de medidas de segurança, como por exemplo, o acesso mais fácil às sementes, fertilizantes e actividades de zootecnia, melhorando a protecção dos consumidores pobres, uma condição que torna estes mais vulneráveis ao crescimento de preços.

Países como a Argentina, Bolívia, Equador, México e Índia, procuram reduzir os efeitos dos preços altos limitando as importações e com a «redução das tarifas alfandegárias sobre os produtos alimentares», adianta o director da FAO à BBC.

O mesmo disse ainda que a política de biocombustíveis deve ser coordenada a nível internacional dando sempre prioridade ao combate à fome, tendo em conta o uso crescente de cereais, açúcar e oleaginosas para produzir etanol e biodiesel.

Estas questões serão analisadas numa conferência internacional sobre segurança alimentar, organizada pela FAO, a decorrer no próximo mês de Junho, onde deve ser discutido o mercado de biocombustíveis e o seu impacto na produção de alimentos e no ambiente.

O objectivo desta conferência, que conta com a presença do Oresidente do Brasil, Lula da Silva, é edificar um marco regulador para os biocombustíveis, de forma a reduzir a fome e a pobreza em países que apresentam condições competitivas para a sua produção.

Fonte: BBC e Confragi

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