O Director-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, reiterou segunda-feira, em Brasília, o seu apelo a uma acção rápida dos governos perante o aumento dos perigos gerados no domínio da alimentação pela crise económica e financeira mundial.
«É necessário tomar medidas para evitar que a crise financeira e económica faça esquecer a crise alimentar, que continua mas poderá agravar-se», declarou o director da FAO, após uma reunião com o presidente brasileiro Lula da Silva.
Diouf apelou de novo ao presidente norte-americano, Barack Obama, para ter «uma participação activa durante uma cimeira dos chefes de Estado e de governo» sobre a luta contra a fome, que poderá ter lugar em 2009.
O Director pediu em Novembro a Obama para fazer da luta contra a fome uma das suas prioridades, acolhendo uma cimeira mundial sobre este assunto, uma questão evocada com o presidente do Brasil, igualmente convidade para esta cimeira.
«Falámos da situação no Mundo. Vamos atingir quase um bilião de pessoas no Mundo que sofrem de fome e isso não é aceitável«, afirmou Diouf, pedindo «uma acção rápida» sobre este problema.
O Director-Geral da FAO recordou que 30 mil milhões de dólares por ano são necessários para «erradicar a fome no Mundo», evocando ao mesmo tempo outros meios tais como «assegurar rendimentos aos agricultores» e «duplicar a produção mundial» em matéria de alimentação.
Diouf elogiou a política brasileira que visa aumentar a produção alimentar nacional, aumentando os créditos disponíveis, e favorece a agricultura familiar.
Fonte: Confagri
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