A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) expressou hoje a sua preocupação pela proibição generalizada, e de carácter preventivo, à importação de carne de aves domésticas que diversos países adoptaram como resposta à gripe das aves.
Em nota de imprensa, a FAO realça que «a proibição de importar aves domésticas que não distinga se as mesmas procedem de um país infectado ou vai contra os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC), as normas da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) e as recomendações da própria FAO».
Ao mesmo tempo que as autoridades restringem as importações para prevenir possíveis focos de gripe aviária, a FAO assegura que, em alguns casos, «a proibição inclui os frangos procedentes de qualquer país sem distinção, inclusive daqueles que estão livres da enfermidade e onde nunca se registou um foco do vírus H5N1».
Com esta atitude, alerta a referida organização da ONU, a vulnerabilidade dos mercados mundiais está a aumentar, acrescida de uma diminuição dos preços.
O organismo da ONU adverte, assim, que «as restrições comerciais para salvaguardar a saúde humana e animal devem impor-se apenas em relação ao risco existente e serem desembargadas de forma imediata quando não façam falta». Por outro lado, os países exportadores de aves devem garantir que qualquer foco da enfermidade para evitar que a mesma se propague».
Fonte: FAO e Confragi
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