FAO: Biotecnologia Florestal Avança a Passos Largos

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) realizou um estudo sobre a biotecnologia florestal, tendo concluído que a investigação e aplicação da mesma está a avançar rapidamente, especialmente em países desenvolvidos.

Os países que lideram esta tendência são os Estados Unidos, a França e o Canadá, sendo que 19 por cento dos esforços científicos se têm concentrado na manipulação genética, que se realiza, actualmente, em, pelo menos, 35 países. A maioria dos casos não passam de experiências laboratoriais, existindo apenas algumas provas no campo.

Hoje em dia, contam-se 120 ensaios no terreno em todo o mundo com árvores geneticamente modificadas, num total de 16 países. Apenas a China já comercializou espécimes transgénicos – 1,4 milhões de plantas numa superfície de 300 a 500 hectares, em 2002.

O especialista da FAO em recursos genéticos florestais, Pierre Sigaud, disse que «é essencial que exista um marco regulador que possa aplicar-se caso a caso no campo da investigação e do uso de árvores modificadas geneticamente. A questão ultrapassa o nível nacional, já que a circulação do pólen e a dispersão de sementes não têm em conta as fronteiras e a causa do comércio da madeira a nível mundial».

A manipulação genética de árvores tem como principais vantagens o aumento da produção e qualidade da madeira, assim como da resistência da mesma a insectos, doenças e pesticidas. Além disso, os custos de produção e processamento da madeira reduzem-se, tal como o custo financeiro e ambiental da fabricação do papel.

A FAO apontou também os perigos da prática. Os transgénicos são, ainda, muito instáveis e é possível que as plantações fracassem e que a qualidade da madeira não seja a melhor; o desenvolvimento da tolerância das plantas a insectos ou organismos patogénicos pode levar à mutação destes últimos para estirpes mais resistentes e a dispersão de genes modificados na natureza pode afectar os ecossistemas.

Fonte: Confragi

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