Compras. Come-se mais em casa e menos fora
Até Novembro, cada lar português gastou, em média, nas grandes superfícies 1635 euros em bens alimentares, o que dá um gasto mensal de 149 euros, correspondendo a um acréscimo de 4,4 por cento face a igual período de 2007, revela um estudo da TNS. Entre Janeiro e Novembro, as cadeias de distribuição alimentares presentes no mercado registaram vendas superiores a 6,2 mil milhões de euros nos bens alimentares, mais 5,6% face ao ano passado.
Uma das conclusões imediatas do estudo é que o aumento das compras nos hipermercados, supermercados e lojas discount são um sinal de que as famílias estão a consumir mais refeições em casa e a ir menos aos restaurantes. O gasto médio por cada acto de compra nestes bens não ultrapassa os 28,17 euros, um acréscimo de 4,4 por cento em relação a 2007.
O estudo, encomendado pelo Continente, insígnia do Grupo Sonae, que actua no segmento dos hipermercados, revela que os produtos de marcas próprias (também conhecidos por marcas brancas) estão em franca expansão, com um crescimento de 21,4 por cento face a 2007, observando-se uma transferência das outras marcas para as brancas, que apresentam preços mais baixos face às restantes.
No global, as cadeias registaram, até Novembro, um volume de negócios no segmento das marcas próprias superior a 1,4 mil milhões de euros, mais 21,4 por cento face a igual período do ano passado. Cada lar português gastou em média 391 euros em produtos de marca branca, um acréscimo de 19,4 por cento. Cada ida às compras implicou um gasto médio de 10,17 euros, um aumento de 15,8 por cento em relação ao ano passado.
A aposta das cadeias de distribuição nas marcas próprias revelou-se acertada. Em geral, as marcas próprias apresentam um preço mais baixo face às restantes e as insígnias têm vindo a apostar nestes produtos, não só aumentado a sua gama mas também na sua apresentação, com embalagens muito semelhantes aos produtos de marcas já presentes no mercado há vários anos.
Outro estudo da TNS, mas referente ao primeiro semestre deste ano, revela que 65,5 por cento do orçamento dos lares portugueses é desviado para a alimentação, contra 60 por cento em igual período de 2007. O consumidor português vai mais vezes às compras, mas o seu volume tem vindo a diminuir. O estudo aponta que o número de artigos por cada ida às compras até Junho tinha registado uma queda de 5 por cento, enquanto a frequência das compras cresceu 2,6 por cento.
O Continente é a insígnia preferida pelos consumidores e é também aquele que consegue o maior grau de fidelização (13,6 por cento), seguindo-se o Modelo (10,5 por cento), ambas do Grupo Sonae. Atrás estão o Intermarché, Pingo Doce, Lidl, Minipreço e Auchan (Jumbo e Pão de Açúcar). Feira Nova aparece em último lugar.
Fonte: Anil
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