Falta de peixe dificultará actividade da restauração

Os responsáveis das associações da restauração e similares de Portugal (ARESP) e das Empresas de Distribuição (APED) manifestaram-se hoje preocupados com a greve dos armadores e pescadores e recomendaram a opção por ementas alternativas e aprovisionamento de peixe.

Em declarações à agência Lusa, O presidente da ARESP, Mário Gonçalves, admitiu preocupação face à possibilidade de faltar peixe nos restaurantes caso a greve marcada pelos armadores e pescadores, que começa às 00:00 de sexta-feira, se prolongar por tempo indeterminado.

«Se houver falta de peixe, os associados da ARESP ficarão numa posição muito pior do que aquela que se encontram actualmente, sobretudo devido ao aumento dos preços», afirmou Mário Gonçalves.

Para contornar a situação, os empresários de restauração terão de «recorrer a outras ementas», com ingredientes como o «bacalhau e a carne».

Apesar de manifestar preocupação com a greve, o secretário-geral da APED, António Rousseau considerou que a paralisação «não é dramática» porque as empresas do sector «têm várias fontes de aprovisionamento».

«Actualmente há muito mais alternativas [de abastecimento] que no passado e os estabelecimentos comerciais, nomeadamente as grandes superfícies, diversificam os mercados onde compram os seus produtos», especificou o responsável.

Na origem da greve, por tempo indeterminado, está a contestação ao aumento dos preços de combustível, as políticas comunitárias e a negociação que o Governo português fez dos eixos de apoio ao sector.

Fonte: Diário Digital

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