Os fabricantes de queijo presentes no Salon de l’Agriculture, exibiram a sua preocupação em relação à futura regulamentação da UE em matéria de nutrição que possa obrigar a catalogar queijos como o Camemberts, o Beaufort e outros, como produtos nocivos para a saúde. A partir de Janeiro de 2010 e da entrada em vigor da nova regulamentação europeia, queijos, manteigas e natas deixarão de poder publicitar a sua riqueza em cálcio ou em vitamina A, pois contêm demasiada gordura.
“Isto leva a classificar os queijos entre os produtos maus”, insurge-se Olivier Picot, presidente da Federação Nacional das Indústrias Leiteiras (FNIL) e da ATLA. “Mesmo a manteiga com teor de gordura reduzido (41 mg%) e muito baixo teor de gordura (20 mg%) ou as natas com apenas para 12,5% de gordura serão excluído da lista de alimentos que podem utilizar alegações nutricionais”, diz ele. A maioria dos iogurtes e sobremesas lácteas, por seu lado, não devem estar preocupadas.
De facto, a Europa quer regulamentar todas as alegações nutricionais e de saúde, tais como “permite reduzir o colesterol” ou “fortifica os ossos” e assim por diante, que são fortemente utilizadas nos produtos alimentares. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) estabeleceu uma lista exaustiva das alegações utilizaveis. E foi decidido que só os alimentos com um perfil nutricional considerado correcto – nem muito gordo, nem demasiado doce ou salgado – poderão apresentar nas suas embalagens alegações sobre a qualidade nutricional dos produtos.
“Nós pedimos ao governo para colocar os produtos lácteos fora do âmbito de aplicação deste regulamento”, explica Olivier Picot. Aquele responsável refere que as decisºoes de Bruxelas se baseiam em dados nutricionais com mais de vinte anos, com uma separação básica entre más gorduras (ácidos gordos saturados de origem animal) e as boas gorduras (ácidos gordos insaturados de origem vegetal).
Investigação mais recente, como a que foi desenvolvida pelo INRA para o CNIEL, garante que existem vários tipos de ácidos gordos saturados e não devem ser todos colcoados na mesma ‘caixa’ nutricional . No entanto, o futuro regulamento europeu “não faz essa distinção”, diz Picot.
Fonte: Anil
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal