A unidade de transformação de beterraba em açúcar de Coruche, um dos maiores empreendimentos agro-industriais do país, conseguiu uma autorização especial para passar a refinar, antes, açúcar de cana.
A Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, proprietária da fábrica, tem estado, desde Dezembro passado, a produzir uma quota de açúcar de até 65 mil toneladas por ano, depois da produção ter sofrido uma quebra significativa com o decréscimo dramático do cultivo de beterraba.
Os agricultores começaram a abandonar a produção da beterraba na sequência da reforma da organização comum de mercado do açúcar, promovida pela Comissão Europeia, e que resultou na baixa do preço deste produto.
«A reforma do sector do açúcar colocou em risco alguns produtores de beterraba, sobretudo os que tinham solos mais pobres e que tinham os terrenos mais afastados da zona da fábrica», explicou o presidente do Conselho de Administração da empresa proprietária da fábrica de Coruche, José Cabrita.
De acordo com O Mirante, a empresa analisou a situação e percebeu que a produção de beterraba iria cair para metade e, sem a autorização para a refinação de cana, que é importada de países terceiros, «a fábrica não tinha viabilidade».
De facto, no ano passado, esta unidade de transformação já só conseguiu produzir 35 mil toneladas de açúcar de uma quota total de 70 mil toneladas. Presentemente, dos 700 agricultores que forneciam beterraba à fábrica, restam apenas perto de 350.
Fonte: Confragi
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