A Argentina, tradicionalmente, tem sido um dos principais países produtores e exportadores de trigo do mundo, no entanto, nos últimos quatro anos perdeu esse lugar.
De acordo com dados avançados pela Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Movimento da Argentina CREA, as exportações argentinas superaram os 10 milhões de toneladas entre 2000 e 2005, mas entraram logo de seguida num período descendente, com um volume de apenas 5,35 milhões de toneladas em 2009.
A redução das saídas é consequência da queda continua da superfície cultivada, devido às intervenções de mercado, como a abertura e encerramento arbitrário do registo de exportações e as restrições na entrega de autorizações para as mesmas e ainda a seca que se fez sentir na última campanha.
Estes factores levam os produtores a venderem actualmente o seu trigo a 60 por cento do preço internacional, atingindo o valor mínimo de 40 por cento, em Maio de 2008.
Um dos países mais afectados pela queda das exportações argentinas nos últimos anos foi o Brasil, sendo que em 2000, 67 por cento das exportações de trigo daquele país eram dirigidas ao Brasil, satisfazendo cerca do total das suas necessidades de importação.
Em 2009, os envios para o Brasil corresponderam a 60 por cento das saídas totais da Argentina e a 59 por cento das suas carências de compra de trigo.
Fonte: Agrodigital e Confagri
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