Explorações importam nova raça de vacas com vantagem para produção de carne

A secção portuguesa de Criadores da Raça “Aberdeen-Angus” importou 36 animais destinados a diversas explorações agro-pecuárias açorianas pelas vantagens que apresentam para a produção de carne, disse hoje fonte da Federação Agrícola dos Açores.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Costa, secretário técnico do livro genealógico português da raça “Angus”, sustentou que «esta raça se adapta perfeitamente ao pastoreio e a uma alimentação com base na erva, o que predomina nos Açores».

«Para as explorações agrícolas tem a vantagem de como vaca aleitante (a que alimenta os vitelos) possuir uma maturidade sexual precoce (15 meses em média), facilidade de parto e baixas necessidades nutritivas», explicou.

Segundo disse, além de necessitarem menos, ou quase nenhuma, quantidade de concentrados, conseguem ter uma média de um vitelo por ano, o que as torna muito rentáveis.

«É um animal que se adapta bem à produção de carne IGP (Indicação Geográfica Protegida) dos Açores», acrescentou, sublinhando o mesmo que «a carne deste animal é considerada a melhor do mundo devido ao elevado depósito de gordura intra muscular (marmoreio de carne)».

Para este técnico, a “Angus”, que tem um preço médio de 1.400 euros por animal, idêntico ao de outras raças, «é interessante não tanto pela sua produção individual mas pela sua produtividade por hectare», para além de ficar pronto para abate em idades mais jovens que outras raças, por ser um animal muito precoce», precisou Paulo Costa.

A “Angus”, adiantou, é uma raça com origem na Escócia e a única do mundo que possui vários sistemas de certificação nos quatro continentes, sendo reconhecida oficialmente em Portugal e o seu livro genealógico gerido pela Federação Agrícola dos Açores.

O maior produtor mundial são os Estados Unidos da América, mas também se reproduzem em escala elevada no Brasil, Argentina, Irlanda, República Checa, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul.

Os primeiros 12 animais vieram para o arquipélago em 2005, tendo-se adaptando bem ao meio ambiente açoriano.

Recentemente foram importados 36 animais, seis dos quais machos reprodutores, destinados a explorações das ilhas de São Miguel (2), Graciosa (3), Pico (8), Faial (9) e Terceira (14).

Fonte: Confragi

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