Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) com maior receptividade (65%) aos alimentos geneticamente modificados (OGM), em primeiro lugar surge a Espanha (74%), indica um estudo sobre biotecnologia apresentado hoje em Bruxelas.
O sexto “Eurobarómetro” sobre “Os Europeus e a Biotecnologia”, realizado no ano passado, revela ainda que Portugal é o terceiro país da União Europeia onde há um maior optimismo relativamente à biotecnologia (71% de «optimistas», contra 53 no anterior barómetro, em 2002), imediatamente atrás de Suécia e Espanha.
Quanto aos domínios de aplicação da biotecnologia, a alimentação é aquele que recolhe menos apoio na União Europeia, sendo Portugal o segundo país entre os 25 estados-membros onde ainda assim há mais «apoiantes sem reservas» (38%) aos transgénicos.
Portugal é um dos sete países da UE-25 onde os apoiantes superam os opositores aos alimentos transgénicos, contrariando a tendência registada no espaço comunitário, onde há um apoio generalizado à aplicação da biotecnologia médica e industrial, mas oposição crescente no domínio agrícola (58% consideram que não deve ser encorajada).
O Eurobarómetro sobre biotecnologia é baseado numa amostra representativa de 25.000 inquiridos, aproximadamente mil em cada Estado-membro.
Fonte: CE e Confragi
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