EUA: Harvard Conclui que EEB Foi Virtualmente Erradicada

O Centro para Análise do Risco de Harvard concluiu, esta semana, que o governo norte-americano conseguiu, virtualmente, eliminar a ameaça da doença das “vacas loucas” para os consumidores.

As autoridades dos Estados Unidos implementaram medidas de controlo da carne de bovino que obrigam à remoção de materiais especificados de risco, como o cérebro ou a espinha dorsal, à semelhança do que a União Europeia decretou, embora as normas comunitárias sejam mais rígidas.

Com apenas três casos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) detectada em animais, o Ministério da Agricultura dos Estados Unidos considerou que o risco da doença de manifestar em humanos é muito reduzido.

«A remoção de tecidos de alto risco, frequentemente designados de materiais especificados de risco ou MER, de animais com mais de 30 meses de idade elimina quase completamente a potencial exposição humana», cita a Reuters.

O Centro para a Ciência no Interesse Público afirmou, contudo, que as medidas tomadas pelas autoridades não são suficientes e que o Ministério da Agricultura deveria implementar também um sistema de rastreabilidade que permita determinar os animais que conviveram com um bovino infectado.

O estudo da Universidade de Harvard analisou também duas medidas adicionais para o controlo da doença das “vacas loucas”: a proibição da utilização de sangue de bovinos e a proibição dos equipamentos de produção de alimentos para animais serem usados para a produção de alimentos que contenham MER. A investigação concluiu que nenhuma destas medidas teria um impacto significativo na contenção da EEB.

Fonte: Reuters e Confragi

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