Os Estados Unidos surgem, em 2008, como o terceiro maior exportador de produtos lácteos a nível mundial, logo a seguir à União Europeia e à Nova Zelândia, disse o especialista no sector lácteo do Rabobank, Mark Voorbergen. O Rabobank divulgou o World Dairy Map examinando o fluxo de comércio internacional de produtos lácteos, dados de produção, destinos de exportação, consumo e consolidação de empresas transformadoras.
Nas exportações de produtos lácteos, os Estados Unidos têm conquistado posições, subindo do quarto lugar que ocupavam no ano passado. “As condições de seca na Austrália nos últimos anos afectaram a produção de leite. Em 2008, o foco das exportações de leite enfraqueceu na Austrália, fornecendo espaço para os EUA subirem para o terceiro lugar”, disse Voorbergen.
Embora se tenham tornado uma potência exportadora de dimensão considerável, os Estados Unidos continuam a ser um grande importador. A nova edição do mapa do Rabobank mostra uma visão geral do fluxo de caseína a nível mundial. Os EUA são apresentados como o principal destino do comércio de caseína, enquanto a Nova Zelândia é o principal fornecedor de caseína dos EUA.
Surpreendentemente, a Venezuela é mostrada no mapa como um dos principais importadores mundiais de produtos lácteos, ficando em segundo lugar, logo a seguir à Rússia. “O presidente do país, Hugo Chávez, é um grande defensor de programas sociais voltados para a alimentação da população. Com stocks de leite em pó a ser aumentados no país, as importações de 2009 têm sido menos impressionantes, mas isso provavelmente será uma quebra temporária, à medida que as massivas importações têm causado grandes danos aos produtores locais venezuelanos”.
Enquanto a situação política permanecer sem mudanças e as receitas com o petróleo utilizadas para financiar os programas continuarem a entrar, o país continuará a ser um destino favorável para a exportação de leite em pó.
Os países da Europa ainda estão no topo nos gráficos de consumo per capita de vários produtos lácteos. A Europa Ocidental em termos de consumo é insuperável, com os países do Leste Europeu a aproximaram-se, mas não atingindo ainda os níveis observados na Europa Ocidental.
Fonte: Anil
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