Os Estados Unidos vão autorizar uma «licença de venda de produtos agrícolas» a Cuba, de 175 milhões de euros, depois da passagem dos furacões Gustav e Ike, para permitir a reconstrução da ilha.
O anuncio foi feito pela missão diplomática norte-americana em Havana, cuja licença inclui alimentos e madeira, bens prioritários no restabelecimento da normalidade em Cuba, que sofreu prejuízos no valor de cinco milhões de dólares.
Segundo o comunicado norte-americano, a madeira foi incluída na licença por se tratar de um bem essencial para a reconstrução daquele país, mas os pedidos de venda de outros materiais «serão analisados caso a caso», cita a agência de notícias AFP, conforme noticia do Público.
Apesar de Cuba ter solicitado o levantamento total do embargo pelo menos por seis meses,o Governo americano apenas autorizou esta venda excepcional e decretou o envio de 10 milhões de dólares para ajuda humanitária, rejeitados de imediato por Fidel Castro numa crónica na imprensa cubana, onde o líder cubano afirma que «nem que fossem mil milhões»,defendendo de que se trata de uma questão de «dignidade».
Desde 1962, os Estados Unidos impõem um embargo comercial à ilha, ao qual abriram pequenas excepções em 2000 e 2001, desta última vez devido aos danos provocados pelo furacão Michelle.
Raul Castro, que substitui Fidel na liderança de Cuba, sem comentar a proposta americana aceitou, anteontem, retomar o diálogo com a União Europeia (UE), depois de Bruxelas ter levantado as sanções diplomáticas ao país, em Junho deste ano.
O diálogo entre Cuba e a UE foi interrompido em 2003, com a imposição de sanções devido à detenção de 75 dissidentes políticos, para os quais a União pede a libertação e uma melhoria na defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão.
No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano já avisou que o diálogo só continuará se as «bases forem estabelecidas em conjunto».
Fonte: Público e Confagri
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